A reposição de testosterona pode melhorar sintomas como baixa libido, cansaço, perda de massa muscular e redução da disposição em homens com deficiência de testosterona. Porém, ela também pode diminuir significativamente a produção de espermatozoides.
Por que isso acontece?
Quando o homem recebe testosterona de fora do organismo, o cérebro entende que já existe testosterona suficiente e reduz a produção de LH e FSH, hormônios que estimulam os testículos.
Com menos estímulo hormonal, os testículos podem reduzir ou até interromper a produção de espermatozoides. Em alguns casos, isso pode causar azoospermia, quando não são encontrados espermatozoides no sêmen.
Por isso, uma ideia comum está errada: tomar testosterona não aumenta a fertilidade masculina. Pode acontecer justamente o contrário.
A infertilidade é permanente?
Na maioria dos casos, não. Depois da suspensão da testosterona, a produção de espermatozoides pode ser recuperada. Entretanto, a recuperação pode levar meses e varia de acordo com cada homem, além de depender do tempo de uso, dose e outras características.
Por isso, simplesmente interromper a testosterona quando surgir o desejo de ter filhos nem sempre é suficiente.
E se o homem quiser ter filhos?
Homens que desejam ter filhos agora ou no futuro devem conversar sobre isso antes de iniciar a reposição de testosterona.
Quando existe desejo de preservar ou recuperar a fertilidade, existem estratégias específicas que podem estimular a produção de espermatozoides, de acordo com a causa da alteração hormonal.
Em resumo
Testosterona e fertilidade não são a mesma coisa.
A reposição pode ser importante para tratar o hipogonadismo, mas a testosterona isoladamente não é um tratamento para infertilidade e pode reduzir a produção de espermatozoides.
Se você usa testosterona e pretende ter filhos, procure um urologista especializado em reprodução masculina antes de modificar ou interromper o tratamento.